Filip Calixto   |   18/03/2025 12:50

Alta de preços impacta o Turismo e o setor de serviços no início de 2025

Passagens aéreas e alimentação fora do lar pesam no bolso das famílias e derrubam demanda

Divulgação/Inframérica
A CNC apontou o impacto do aumento no custo de passagens aéreas e alimentação fora do lar e como eles afetam a demanda do setor de Turismo e serviços no Brasil
A CNC apontou o impacto do aumento no custo de passagens aéreas e alimentação fora do lar e como eles afetam a demanda do setor de Turismo e serviços no Brasil

O aumento no custo de passagens aéreas e alimentação fora do lar está afetando a demanda do setor de Turismo e serviços no Brasil, conforme apontado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que analisou os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) de janeiro de 2025. O setor de serviços, como um todo, registrou uma leve queda de 0,2% no volume de vendas em comparação a dezembro de 2024, o que reforça a tendência de desaceleração da economia.

Embora o setor de serviços como um todo tenha desacelerado, o Turismo foi o segmento mais impactado no período, apresentando uma queda de 6,4%.

O transporte aéreo, por exemplo, sofreu uma queda de 13,3% em janeiro, enquanto os serviços de alojamento e alimentação recuaram 3%. Após um crescimento acumulado de 3,18% em 2024, o setor de Turismo começou o ano com sinais de desaquecimento, especialmente devido à alta nos custos.

Inflação e aumento de custos prejudicam a demanda

A elevação de preços tem sido um fator determinante para o desempenho negativo do Turismo. Nos três meses encerrados em janeiro, o setor turístico experimentou um reajuste acumulado de 12%, impactando diretamente a demanda.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro indicou um aumento de 10,4% nas passagens aéreas, enquanto a alimentação fora do domicílio teve um incremento de 0,67% no mês e 1,19% em dezembro.

Projeções e expectativas

A CNC projeta um crescimento modesto de 2% para o PIB brasileiro em 2025, inferior ao avanço de 3,4% registrado no ano anterior. A política fiscal expansionista que impulsionou a economia em 2024 perde força, enquanto a taxa de juros elevada (Selic) continua limitando o consumo e os investimentos. Como consequência, o setor de serviços deve seguir em desaceleração, embora alguns segmentos, como o de Tecnologia da Informação e Comunicação, que cresceu 2,3% em janeiro, mostrem resiliência.

A CNC espera uma recuperação tímida para o Turismo em fevereiro, com uma projeção de crescimento de 0,89%. Contudo, o cenário macroeconômico, com juros elevados e inflação pressionando o orçamento das famílias, sugere que o setor de turismo poderá enfrentar um período de crescimento mais modesto, após uma curva ascendente desde a retomada pós-pandemia.

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