Elói se emociona ao relembrar da crise até a venda à Belvitur
Fundador da Flytour diz que fez o impossível para manter a empresa em pé e agradece a confiança de Cohen

"Dei tudo de mim para manter a empresa que fundei em pé. Fazia muitos anos que eu não devia. Foi imóvel, dinheiro, aposentadoria, foi praticamente tudo o que eu tinha. Sobrevivemos em um momento em que pensamos que não sobreviveríamos. Estávamos voltando a respirar e então chegou o 'Be' da BeFly, o Marcelo Cohen, a quem eu prefiro me referir como um anjo que nos salvou."
LEIA TAMBÉM: A mais capitalizada: Cohen crê em futuro promissor da Flytour
O fundador e membro do Conselho da Flytour, Elói D'Ávilla de Oliveira, se emocionou no palco do Meeting Festuris, em Gramado (RS), ao relembrar como foi o enfrentamento da pandemia de covid-19 pela empresa. Sem esconder detalhes da crise com a qual teve de lidar, o empresário, ao lado de Marcelo Cohen, que adquiriu o Grupo Flytour por R$ 500 milhões, contou um pouco da trajetória desde setembro 2019, quando voltou de tratamento médico dos Estados Unidos e encontrou uma empresa já em dificuldades mesmo antes da maior crise já vivida pelo Turismo.

Elói Oliveira ainda relatou que tinha 40 mil passageiros para embarcar e praticamente nenhum dinheiro para arcar com esses embarques, mas garante que restam apenas sete mil para viajar e, do restante, todos foram cumpridos.
"Fizemos o que pudemos, vendemos o que tínhamos e honramos os compromissos com o agente de viagens, com o passageiro. Esta foi a sétima vez que eu abro mão de tudo o que tenho para abrir a empresa. Foram muitas crises desde que comecei a empreender no Turismo, jovem aos 28 anos, e a pandemia não me fez desistir. Vamos focar, agora é nossa oportunidade. Já registramos alta nos últimos cinco meses. Vamos parar de reclamar e fazer, executar."