Alta e Anac assinam protocolo de intenção de cooperação técnica
Acordo reforça o trabalho entre regulador e indústria com o objetivo de desenvolver a segurança da aviação

O acordo visa a troca de experiências, por meio de um programa de intercâmbio, entre o corpo técnico da Anac e os associados da Alta. “O trabalho colaborativo entre regulador e indústria é o melhor caminho para o desenvolvimento de uma estrutura regulatória eficiente e que, ao mesmo tempo, garanta a segurança das operações. Esse arranjo é um avanço na estruturação desse trabalho colaborativo que foi tão importante na pandemia e que vai continuar sendo no crescimento da indústria. O protocolo marca o início da cooperação que pretendemos firmar com o setor. Tudo isso com muita transparência e o respaldo das duas instituições”, ressaltou diretor-presidente da Anac, Juliano Noman.
“Com a assinatura desse protocolo no Alta Aviation Law Americas 2022, destacamos o papel da Alta e dos seus membros para trabalhar regulamentações inteligentes que servem para impulsionar o desenvolvimento da indústria e gerar oportunidade para todo os países. A celebração desse acordo vai incorporar inovações neste ambiente de tanta tecnologia, trazer mais segurança jurídica nas operações de maneira rápida, eficiente e segura. Assim como estaremos abertos para as demandas do órgão regulador, queremos estimular nossos membros a buscarem a Alta para trabalharmos de maneira conjunta com o corpo técnico da Anac a fim de estruturar os próximos passos para indústria da aviação no Brasil”, destacou o CEO e diretor executivo da Alta, Ricardo Botelho.
O projeto se iniciará com um piloto de intercâmbio entre o corpo técnico da Anac e a indústria para regulamentar a autorização de procedimentos de decolagem com o teto reduzido (Required Navigation Performance Authorization Required departure - RNP AR DP). Com essa troca de experiências, a indústria irá auxiliar a agência a estabelecer requisitos, considerando a complexidade do procedimento. Não há ainda definição clara de requisitos em outras autoridades de aviação civil.

“A troca de conhecimento e o desenvolvimento colaborativo para o procedimento de autorização dessas operações permitirá que esses ganhos de eficiência operacional se deem de forma eficiente, garantindo que os níveis desejáveis de segurança sejam mantidos”, destaca o diretor-presidente da Anac.