Elas no comando: Jacqueline Conrado e Chieko Aoki dão dicas sobre carreira
Lideranças femininas no Turismo, as especialistas falaram sobre os desafios do mercado para as mulheres
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O Lacte 20 trouxe diversos minilabs com os mais variados temas e um deles foi um debate entre duas lideranças femininas do Turismo: Chieko Aoki, fundadora e presidente da rede Blue Tree, e Jacqueline Conrado, country manager da United Airlines no Brasil. Ambas falaram sobre suas trajetórias profissionais e os fatores que as levaram até a posição de liderança no mercado.
“É sempre bom ter um plano de carreira, saber onde quer chegar, o que quer conquistar. E ao mesmo tempo que é bom ter esse planejamento, é importante também manter a cabeça aberta para as oportunidades que possam aparecer no caminho", destaca Jacqueline.
“A trajetória profissional não é uma linha reta e o constante aprendizado faz parte dela, podemos recalcular a rota a qualquer momento. O mundo nunca passou por mudanças tão dramáticas quanto hoje, temos a IA, a engenharia relacionada à bioengenharia, estamos passando por um momento de transição muito grande. Mas como fazemos para navegar por esse cenário?”, questionou Jacqueline, respondendo à pergunta em seguida.
“É importante continuar estudando a vida toda e há muitas formas de fazer isso. Nunca podemos parar e é importante destacar que as mulheres, em alguns momentos, se autossabotam, têm síndrome da impostora. As mulheres se aplicam para uma vaga de trabalho só quando têm 100% dos requisitos exigidos, enquanto os homens se aplicam quando têm 60%”, comenta Jacqueline.
Trajetórias profissionais de destaque no Turismo
Jacqueline Conrado contou que estava há apenas um ano e meio na United, na área de Marketing, quando foi designada para o cargo de country manager da companhia aérea no Brasil. "Foi um investimento que fizeram na minha carreira. A United é uma empresa que busca desenvolver talentos femininos e eu sou um deles".
Chieko, por sua vez, contou que fundou a Blue Tree quando tinha quase 50 anos de idade. "Meu marido tinha hotéis e teve que vendê-los, e quando ele vendeu eu decidi que queria ser dona de casa. Mas não consegui e fundei a Blue Tree, há 27 anos. Foi a melhor coisa que eu fiz, com quase 50 anos de idade. Eu podia ter parado, mas as portas se abrem quando você quer que elas se abram. Hoje, na minha carreira, sou muito guiada pelo sentimento de responsabilidade".
Ela também destacou a importância de enfrentar os medos e não criar expectativas. “Conforme vamos vencendo os desafios na vida, vamos mudando por dentro e perdendo um pouco dos medos. Um conselho de carreira que eu dou é que a gente não deve ter muitas expectativas na vida. Se der certo, ótimo, se não, vou me virar. A expectativa é o que mata a gente. É bom ter sonhos e esperança, sim, mas aprendi a não ter expectativas, porque a vida pode mudar a qualquer momento. Sendo assim, é essencial valorizar quem temos ao nosso lado", conclui a fundadora e presidente da rede Blue Tree.