'Trade não sabe lidar com viajante LGBT', diz especialista
Especialistas da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual foram convidados para esclarecer dúvidas e instruir os profissionais sobre este segmento.

Durante a manhã de discussões, inúmeras dúvidas surgiram por parte dos convidados. "Grande parte do trade não sabe como lidar com estes viajantes, então acabam ofendendo-os. Precisamos capacitar estes profissionais para consolidar a cidade dentro do segmento", afirmou o diretor da Riotur, Maurício Werner.
Para esclarecer dúvidas e instruir os profissionais, especialistas da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (Ceds) foram convidados a se apresentar. O guarda municipal e trans, Jordhan Lessa, explicou o que diferencia cada grupo representado pela sigla e de que maneira o trade deve se portar diante dos mesmos.
"Sabemos que vocês [profissionais do turismo] são treinados para recepcionar bem os visitantes, mas, por ainda ser um tabu social, sempre acabamos recebendo um atendimento diferente", confessou Lessa.
Em março, a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro lançou uma ferramenta para auxiliar agentes de segurança pública no atendimento a grupos vulneráveis. O aplicativo, custeado pela iniciativa privada, é como uma consulta de bolso sobre a melhor atuação para cada abordagem. O projeto busca evitar a discriminação não intencional por parte dos profissionais.
Sobre os comentários nas notícias da PANROTAS, importante mencionar que todos eles passam por uma mediação prévia. Os comentários não são publicados imediatamente e não há garantia de publicação. Estimulamos toda e qualquer manifestação que tenha relação com o contexto da matéria, que encoraje o debate, complemente a informação e traga pontos de vistas diferentes.