Mato Grosso do Sul aciona plano de retomada para o Turismo
Bruno Wendling, da Fundação de Turismo no Mato Grosso do Sul, participou da live Check Point.

"Desde que tivemos as primeiras notícias sobre a pandemia, já começamos a pensar em algumas estratégias", lembra. Na articulação, segundo informa o diretor, a fundação começou a trabalhar no apoio ao setor privado e ao trade, ajudando na criação de políticas de cancelamentos e reagendamentos de produtos comprados para o período em que as atividades não fossem permitidas.
O lado das ações efetivas está registrado num documento de prestação de contas ao governo e à sociedade. Nesse material estão registradas ações já realizadas e em andamento como uma série de capacitações virtuais para agências de viagens e o desenvolvimento de campanhas feitas para levar o viajante, do próprio Estado e de outras federações, de volta aos destinos sul-mato-grossenses.
Também consta nesse relatório a documentação de pesquisas sobre a atividade turística na região e um protocolo de retomada com cuidados de segurança e saúde feito sob medida. Ao todo, são dez estratégias explicadas.
REALIDADES DIFERENTES
Wendling explica que o Estado vive um momento de realidades diferentes de acordo com a região. Nas proximidades da capital, os números da pandemia ainda são preocupantes e boa parte da economia permanece paralisada. Já em locais como Bonito, o panorama é mais calmo e as atividades turísticas foram reabertas no início deste mês.
"Em Campo Grande temos uma situação muito delicada ainda. Mas em Bonito já não há casos novos da doença e já notamos, mesmo que baixa, uma movimentação de viajantes", revela.
ROTAS INTEGRADAS E MALHA AÉREA
O diretor-presidente da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul participou hoje (23) da live Check Point, realizada pela PANROTAS em parceria com a Imaginadora, e apoio da R1. Também foram convidados Fabrício Amaral (presidente da Goiás Turismo) e Jefferson Moreno (secretário-adjunto de Turismo do Mato Grosso) para falar sobre o Centro-Oeste. E num dos momentos da conversa, a possibilidade de rotas integradas entre os Estados foi o tema do debate.
Sobre a questão, Wendling lembrou que há alguns anos foi criado um projeto nesse sentido, o Brasil Central. A ideia apresentava roteiros integrados para melhorar circulação entre os Estados. "Existem produtos em operadoras, agências e agora vale e cabe aproximar mais, com estratégias para o momento", pontua ele, defendendo a retomada do projeto.