CEO da Torre Eiffel visita o Brasil e volta com reflexões sobre o trade
Em entrevista exclusiva, Patrick Branco Ruivo fala sobre os detalhes do trabalho que faz no Brasil

Portal PANROTAS: Como é feito o trabalho de vocês com o trade internacional?
Patrick Branco Ruivo: Hoje nós temos uma equipe comercial dedicada aos profissionais de Turismo. É claro que há ainda muito a se fazer. Esta minha visita ao Brasil cumpriu dois objetivos: reparar uma injustiça e conhecer as expectativas dos agentes de viagens e operadores de Turismo brasileiros. Digo reparar injustiça porque é a primeira vez na história que o CEO da Torre Eiffel vem ao Brasil em missão profissional, sendo que o País é um dos mais importantes para o monumento. O mercado é altamente qualificado e muito atuante.
PANROTAS: Vocês têm um trabalho no Brasil com operadoras e/ou agências de viagens? Existe tarifa diferenciada para o trade?
RUIVO: Não há tarifas diferenciadas. Os profissionais de Turismo podem comprar com antecedência os ingressos para os clientes. A partir de outubro, as agências e operadoras poderão organizar grupos de até seis pessoas para visitas guiadas.
Portal PANROTAS: O público brasileiro é relevante para vocês?
RUIVO: Importantíssimo. O Brasil é a décima nacionalidade que mais visita a Torre Eiffel. Já quando falamos de restaurantes, chega à quarta posição. Os brasileiros não apenas visitam e fazem fotos, mas também buscam experiências gastronômicas.
PANROTAS: Quais são as possibilidades de inovar em um produto tão consolidado mundialmente?
RUIVO: Nosso objetivo é que as pessoas possam voltar à Torre Eiffel e não visitá-la apenas uma vez na vida. Por essa razão, é preciso pensar em experiências muito diferentes. Há macarons de Pierre Hermé , o renomado chef pâtissier, que são exclusivos na Torre. Só se pode comprar lá. Além disso, temos dois restaurantes e espaço para eventos corporativos. Há sempre a questão da iluminação, que é uma publicidade para toda Paris. Estamos trabalhando muito para os Jogos Olímpicos em 2024 e, é claro, fazendo um exaustivo e fundamental trabalho de manutenção. Estamos no momento trocando todos os elevadores.
PANROTAS: Conversei com uma operadora brasileira que me disse que no login profissional não tem tarifas diferenciadas e ela sente falta de um calendário com os próximos eventos e iluminações especiais. Não é possível melhorar isso?
RUIVO: Sim, volto para Paris disposto a refletir com as equipes. Na questão da iluminação, é algo mais complexo. Principalmente quando se pensa em sustentabilidade e no consumo de energia. Há sempre que se inovar, há sempre que se melhorar. Na Torre Eiffel trabalham mil pessoas, são muitas operações e sempre há o objetivo de tornar memoráveis as visitas.
PANROTAS: Qual é a taxa anual de frequentação da torre, quais países lideram? Esse numero já superou/igualou o período pré-COVID?
RUIVO: A Covid trouxe uma queda de 65% no número de visitantes. A grande e excelente notícia é que chegaremos este ano aos níveis de 2019, com seis milhões de visitantes. Até 2025 esperamos chegar a sete milhões. Hoje 55% são europeus, 15% americanos, 4% hindus, 2% brasileiros, 1% de chineses e 1% de japoneses.
Portal PANROTAS: Quais são as opções de produtos diferenciados para agências de viagens de luxo e Mice?
RUIVO: Hoje temos o Jules Verne, que é um restaurante de prestígio. Além da oferta gastronômica, vamos implantar em 2023 as visitas VIP para até seis pessoas. O visitante será acolhido por nossos concierges, sem passar por filas, e poderá subir até o topo da Torre, tomar champanhe e aproveitar as ofertas de alta gastronomia que temos.
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