Falta de passaporte de vacina confiável é entrave para abertura dos EUA
A secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, está pressionando pelo afrouxamento das restrições

Gina disse que se encontrou com o secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Xavier Becerra, na sexta-feira (9), mas não tinha informações sobre quando uma decisão poderia ser tomada. Dezenas de grupos empresariais, legisladores e funcionários de governos estrangeiros estão pedindo ao governo do presidente Joe Biden que relaxe as duras restrições impostas pelo ex-presidente Donald Trump.
“O CDC está nervoso e é difícil saber se as pessoas foram vacinadas. Não há passaporte de vacina confiável e isso é um grande obstáculo”, afirmou a secretária de Comércio. A Casa Branca rejeitou repetidamente um passaporte nacional para vacinas.
A Casa Branca diz que está continuando as discussões com a União Europeia, Grã-Bretanha, Canadá e México sobre como eventualmente suspender as restrições, mas as autoridades americanas dizem que ainda não têm um cronograma e as autoridades do setor de viagens acreditam que as restrições não podem ser suspensas até agosto ou mais tarde.
As companhias aéreas e outras empresas estão pedindo ao governo que suspenda as restrições que cobrem a maioria dos cidadãos não americanos que estiveram recentemente na Grã-Bretanha, as 26 nações do Schengen na Europa sem controles de fronteira, Irlanda, China, Índia, África do Sul, Irã e Brasil.
Os Estados Unidos também proíbem viajantes não essenciais de cruzar para os Estados Unidos a partir das fronteiras terrestres canadenses ou mexicanas.
Diplomatas europeus e outros argumentam que a lista de países com severas restrições a viagens inclui alguns com baixas taxas de infecção, enquanto outros com altas taxas de infecção, incluindo a Argentina, não enfrentam restrições.