Hotelaria de Salvador teve o pior janeiro dos últimos 10 anos
Segundo a ABIH-BA, a média de ocupação na cidade ficou em 54% durante o mês de janeiro

De acordo com o o presidente da associação hoteleira, Luciano Lopes, a reincidência dos casos de covid-19 abalou mais uma vez os planos de recuperação e boas apostas para a economia baiana. "Janeiro é um mês que sempre representou o pico de ocupação da hotelaria, trazendo grande e diversificada demanda para os hotéis de Salvador. Este ano, lamentavelmente, está sendo diferente”, diz.
Lopes acrescenta mais uma dificuldade de momento para o setor: a queda no fluxo e voos domésticos e internacionais. O presidente cita dados da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) que dão conta que o número de passageiros no aeroporto de Salvador em 2020 (3,6 milhões) representou a metade dos viajantes em 2019 (7,3 milhões).
ALTA SÓ NA DIÁRIA MÉDIA
Apesar dos números gerais em queda, as tarifas cobradas pelos hotéis subiram. A explicação para isso é o aumento na oferta de empreendimentos alto padrão e crescimento leve na demanda de clientes que vêm de cidades próximas.
Segundo informou a ABIH, a diária média na cidade subiu de R$ 349, em janeiro do ano passado, para R$ 371 no último mês.
"Embora ainda estejamos vivendo tempos difíceis, há o sentimento de que o período mais difícil foi superado. A chegada da vacina nos traz esperança e nos dá força para continuar lutando pelo setor que é tão importante para a nossa Bahia. Seguimos na busca constante para a recuperação da hotelaria, manutenção dos empregos e sustentabilidade dos negócios”, pontua Lopes.
Segundo informa a prefeitura de Salvador, a pandemia já alcançou 133 mil pessoas na cidade; 3,4 mil não resistiram.