Cirque du Soleil pede recuperação judicial no Canadá e demite 3.480
Cirque du Soleil pede recuperação judicial no Canadá e demite 3.480 colaboradores

Paralelamente ao pedido de recuperação judicial, o Cirque du Soleil iniciou um acordo de compra com seus acionistas TPG, Fosun e Caisse de dépôt et placement du Québec, assim como a Investissement Québec, que comprariam todos os ativos da companhia e estabeleceriam dois fundos no valor de US$ 20 milhões para alívio adicional aos colaboradores e contratantes independentes.
Ainda pelo acordo de compra pelos investidores, seriam injetados US$ 300 milhões na empresa em sua reestruturação, de modo que o reinício das apresentações tenha mais chances de sucesso, incluindo o pagamento de reembolsos a quem já possuía ingressos antes da pandemia. A Investissement Québec seria responsável por uma linha de crédito de US$ 200 milhões do total. Os credores ficariam com 45% da empresa reestruturada, além de outros benefícios e pagamentos.

Como parte da reestruturação, o Cirque du Soleil teve de demitir 3.480 funcionários, que estavam de licença desde março. Os colaboradores poderão ingressar nos benefícios do governo canadense e do fundo de US$ 15 milhões que está sendo criado pelo grupo, que diz que recontratará a maioria deles assim que os shows puderem voltar.

A Corte de Québec decidirá amanhã sobre o pedido de recuperação judicial do Cirque du Soleil. Após esse trâmite, o grupo entrará com pedido de proteção no Chapter 15, nos Estados Unidos.
LEIA COMUNICADO OFICIAL EM INGLÊS
LEIA MATÉRIA DA REVISTA PANROTAS SOBRE RECUPERAÇÃO JUDICIAL