Iata: transporte de carga mantém crescimento reduzido em junho
América Latina teve um dos melhores desempenhos no transporte de cargas durante o período

A capacidade de carga, medida em quilômetros por toneladas de carga disponíveis (AFTK), cresceu 4,1%, superando o crescimento da demanda todos os meses desde março. Segundo a Iata, o crescimento deve continuar em ritmo mais lento devido a três fatores.
O primeiro deles é o ciclo de reabastecimento, no qual as empresas refazem seus estoques para atender à demanda, que acabou no início de 2018. Com isso, houve uma queda significativa nos volumes de carga. Influenciaram também nos índices a desaceleração estrutural nas condições de comércio global e a retenção temporária das aeronaves da frota da Nippon Cargo Airlines, na segunda quinzena de junho.
"O transporte aéreo de carga continua um negócio difícil, com riscos negativos crescentes. Ainda esperamos um crescimento de aproximadamente 4% ao longo do ano. Mas a deterioração do comércio mundial é uma preocupação real. As guerras comerciais nunca produzem vencedores. Os governos não podem esquecer que a prosperidade vem com o apoio ao seu comércio, e não com obstruções às economias", afirma o diretor geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac.
DESEMPENHO
Todas as regiões, exceto a África, registraram aumento em relação ao ano passado no volume de transporte aéreo de carga em junho, mas o crescimento lento na região Ásia-Pacífico, que representa quase 37% de todo o mercado de carga aérea, reduziu a taxa de crescimento global. As companhias da Europa registraram aumento de 3,3% nos volumes de carga aérea e a capacidade aumentou 5,4%. No primeiro semestre, a região teve aumento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já o volume de transporte de carga das companhias aéreas da América do Norte aumentou 3,8% e, a capacidade, 3,4%. Nesse cenário, as empresas da América Latina registraram aumento de 5,9% na demanda, o maior entre todas as regiões. No entanto, a capacidade diminuiu 5,7%. O crescimento nos primeiros seis meses de 2018 foi de 10,1%.