Aviação teve 6 quedas fatais em 2017; mortes caem 90%
Em ano sem registro de mortes em voos comerciais, Iata revelou que foram apenas seis acidentes fatais, com 19 mortes - em 2016 foram 202 fatalidades

A taxa de acidentes considerados mais sérios - perda de casco da aeronave - ficou em 0,11 a cada um milhão de voos no ano passado, algo equivalente a um acidente grave por cada 8,7 milhões de trajetos realizados. Foi uma melhora em relação a taxa de 0,39 de 2016, e também melhor do que a taxa média do período 2012-2016, de 0,33.
No total do ano, foram 6 acidentes fatais, menos que os nove registrados em 2016. O número de mortes ficou em 19, redução de mais de 90% em relação ao ano anterior, quando 202 pessoas faleceram. A média anual do período 2012-2016 é 10,8 acidentes fatais por ano, e aproximadamente 315 mortes.
Vale lembrar que, como reportado no início deste ano, nenhum dos seis acidentes fatais envolveu voos comerciais. Deles, dois foram aeronaves de passageiros de menor porte, e outros quatro foram aeronaves de carga; uma delas resultou na morte, além dos tripulantes do voo, de outras 35 pessoas em terra.

"2017 foi um ano muito bom para a segurança da aviação. Cerca de 4,1 bilhões de viajantes voaram com segurança em 41,8 milhões de voos", afirmou, por fim, o CEO da Iata, Alexandre de Juniac.