Ethiopian oficializa acordo como acionista da Zambia Airways
O investimento inicial será de US$ 30 milhões

Isso significa que a IDC irá deter 55% do capital da aérea da Zâmbia, enquanto a Ethiopian Airlines deterá 45%. O investimento inicial será de US$ 30 milhões. “Obviamente, à medida que operamos a companhia aérea, facilitaremos o financiamento necessário para apoiar seu crescimento”, afirma o documento firmado por Gebremariam e Kaluba.
Espera-se que, com o relançamento, a Zambia Airways opere 12 aeronaves e transporte mais de 1,9 milhão de passageiros até 2028. “Como acionistas, temos uma noção clara da direção que precisamos tomar para garantir o crescimento da companhia aérea. Vamos incutir uma cultura orientada para o desempenho por meio de fortes estruturas de governança corporativa e tornar a Zambia Airways comercialmente viável”, destaca o documento.
A nova companhia aérea lançará rotas locais e regionais, enquanto as rotas intercontinentais, incluindo Europa, Oriente Médio e Ásia, serão adicionadas em breve.
Para a Ethiopian Airlines, este investimento é consistente com a sua estratégia de hubs na África. “Como uma companhia aérea indígena e verdadeiramente pan-africana, acreditamos que as transportadoras africanas só irão obter a sua parte justa da indústria da aviação e do mercado por meio de parcerias com outras transportadoras africanas”, ressalta Gebremariam no documento.
Para a IDC, este investimento representa o compromisso de aprofundar e fortalecer a industrialização da Zâmbia. “O estabelecimento da companhia aérea estimulará o crescimento no setor de Turismo e terá um efeito multiplicador significativo na criação de empregos por meio dos diferentes negócios na cadeia de suprimentos da aviação, como hotéis, restaurantes, agências de viagens, editoras e outros”, ressalta o diretor executivo da IDC.
“Com o esforço do governo da Zâmbia para construir infraestruturas de transporte a partir dos novos aeroportos, boas redes rodoviárias, e agora a companhia aérea, estamos confiantes de que a Zâmbia está destinada a se tornar o centro regional de aviação e logística da África Austral”, complementa o executivo.