Victor Fernandes   |   02/07/2021 14:20
Atualizada em 02/07/2021 16:27

Como Azul, Gol, ITA, Latam e VoePass se prepararam para a retomada

O Abroad Corporate Summit reuniu CEOs das aéreas brasileiras nesta sexta-feira (2)

Divulgação
Artur Luiz Andrade, editor da PANROTAS, no estúdio da R1 no Pullman Vila Olímpia. Atrás dele, a plateia virtual e ao lado os CEOs de Latam, VoePass, ITA, Gol e Azul
Artur Luiz Andrade, editor da PANROTAS, no estúdio da R1 no Pullman Vila Olímpia. Atrás dele, a plateia virtual e ao lado os CEOs de Latam, VoePass, ITA, Gol e Azul
Hoje (2), o Abroad Corporate Summit reuniu os presidentes das maiores companhias aéreas nacionais para identificar como ficará a malha aérea, processos e regras na aviação nacional na retomada. Participaram do painel John Rodgerson, CEO da Azul; Paulo Kakinoff, presidente da Gol; Adalberto Bogsan, CEO da ITA Transportes Aéreos; Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil; e Eduardo Busch, presidente da VoePass. A conversa foi mediada pelo editor-chefe e CCO da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, e teve transmissão pela plataforma Inteegra, com 804 profissionais assistindo, e pelo Facebook da PANROTAS. O vídeo completo está disponível no Facebook do Portal PANROTAS.

Andrade iniciou a conversa trazendo números positivos da aviação e das companhias nacionais neste momento, apontando que a indústria já chegou a aproximadamente 60% a 70% da oferta pré-pandemia com expectativa de 100% até o final do ano. Feitos das principais companhias aéreas também foram destacados como a criação da Azul Conecta pela Azul, a compra das operações da Map pela Gol, e as novas rotas da Latam para o México, que obtiveram tanto sucesso que foram estendidas. Além disso, as aéreas foram responsáveis pelo transporte de vacinas, insumos, equipamentos e repatriações de brasileiros em março de 2020. Segundo dados da Abear, foram mais de 80 milhões de vacinas transportadas de graça, mais de 500 toneladas de insumos e equipamentos, mais de 42 mil passageiros repatriados e mais de 8 mil profissionais de saúde transportados gratuitamente.

Confira abaixo o que cada companhia aérea teve para falar sobre o atual momento da aviação.

AZUL
"A Azul voava para 112 destinos antes da pandemia, ontem ampliamos para 120 destinos. Tomamos esta oportunidade para investir na empresa, com melhorias como wi-fi gratuito a bordo, para quando as pessoas voltarem a viajar terem uma experiência ainda melhor", afirmou John Rodgerson, destacando os investimentos da Azul no período e pontuou que a indústria precisa agir como um todo para "salvar" o segundo semestre, já que muito foi perdido durante os primeiros seis meses do ano. "Estamos convidando todos vocês para viajar. Estamos prontos."

GOL
Já Paulo Kakinoff iniciou dizendo que a Gol está vendo uma retomada significativa, mesmo que ainda distante dos números pré-pandemia. O executivo está contando com a imunização de toda a população brasileira até 30 anos até final de setembro, pelo menos com a primeira dose, para que as pessoas voltem a viajar com maior conforto e segurança, aumentando assim a demanda de voos.

Kakinoff também disse ter olhos só para o futuro, citando ações da Gol como a compra da Map, o pico de 481 voos diários em julho, e o programa de compensação de carbono iniciado pela companhia. "Isso nos coloca em uma agenda que olha muito mais para a frente, para o futuro, do que para os impactos da pandemia", explicou.

ITA
A companhia aérea recém chegada ao mercado, com estreia ontem (1), planejou este momento de início das operações. "Julho foi uma data escolhida a dedo devido a grande expectativa em torno da retomada. Começamos com 8 cidades atendidas e até novembro devemos estar atendendo as principais cidades do Brasil. Começamos com três aeronaves e teremos mais duas até agosto, e totalizaremos oito até outubro", afirmou Adalberto Bogsan, CEO da ITA Transportes Aéreas, que disse estar analisando como a empresa vai chegar no mercado e ampliar a malha aérea dentro de patamares que fazem sentido em sua cadeia de custos.

LATAM
Na sua vez, Jerome Cadier, CEO da Latam, compartilhou o otimismo dos colegas, mas com enfoque no doméstico. "O otimismo continua, mas precisamos separar em dois cenários: doméstico e internacional. Estes vivem momentos totalmente diferentes. De junho a julho crescemos 25% no doméstico e atingimos em julho 75% da oferta pré-pandemia. Já no internacional é diferente. Desde o começo da pandemia, nunca passamos de 20% da oferta que tínhamos. Mas temos planos de assim que as restrições a brasileiros acabarem, acelerarmos essa retomada", afirmou.

Cadier ainda citou a entrada no Chapter 11 no ano passado, como a maneira escolhida pela Latam para deixar a pandemia em boas condições enquanto se prepara para um "setor totalmente diferente". O CEO disse que a Latam concluirá o Chapter 11 até o final de 2021.

VOEPASS
Por último, Eduardo Busch, presidente da VoePass, disse que a companhia aérea está se preparando para uma retomada forte que está prevendo para entre os meses de julho e agosto, e a própria venda da Map para a Gol faz partes desses esforços. "A venda da Map faz parte de um esforço em retomarmos todas nossas operações e reorganizarmos a malha. Está tudo desenhado para que no final do ano tenhamos recuperado 100% da capacidade", afirmou Busch.

O Abroad Corporate Summit foi um evento totalmente on-line e gratuito com apoio da American Airlines, Argo, BWH Hotel Group, Copastur, Inteegra, Latam Airlines, Pulman São Paulo Vila Olímpia, Grupo T1, RioGaleão, Royal Palm Hotels & Resorts, SAP Concur e PANCORP.

Quer receber notícias como essa, além das mais lidas da semana e a Revista PANROTAS gratuitamente?
Entre em nosso grupo de WhatsApp.

Tópicos relacionados

Sobre os comentários nas notícias da PANROTAS, importante mencionar que todos eles passam por uma mediação prévia. Os comentários não são publicados imediatamente e não há garantia de publicação. Estimulamos toda e qualquer manifestação que tenha relação com o contexto da matéria, que encoraje o debate, complemente a informação e traga pontos de vistas diferentes.