Anac se defende após divulgar queda no preço de passagens
A Agência Nacional de Aviação Civil explicou o método que utiliza para comparar os preços de passagens e assume alta após a paralisação da Avianca no mercado

“Compreender a oscilação de preços aéreos não é tão simples como o preço do feijão e do leite. Esta forma de precificação existe no mundo inteiro e enxergamos muito benefícios nela, mas realmente é difícil de compreender. O primeiro ponto é que, para fazer esse tipo de análise, precisamos de dados. Não podemos confrontar preços da baixa temporada com preços da alta, por exemplo. Não faz o menor sentido”, explica o gerente de Regulação das Relações de Consumo da Anac, Cristian Reis, durante conferência nesta quinta-feira.
Entre as justificativas para o aumento dos preços, a Anac destaca a variação do câmbio e alta do querosene de aviação. “A nossa coleta de dados é muito robusta, com aproximadamente 40 milhões de passagens vendidas. É óbvio que a tarifa dessas passagens oscilou ao longo do trimestre. Temos o câmbio subindo 16%, detalhe que impacta metade do total de custos e despesas, e o QAV, que teve alta de 10,8% e representa 30% do total de custos do setor.”

CAMPANHA DA AZUL
Há pouco tempo a Azul iniciou uma campanha agressiva nas redes sociais para engajar os seguidores a apoiar sua entrada na ponte aérea, em rota de Congonhas (SP) a Santos Dumont (RJ), que é dominada hoje por Gol e Latam com a suspensão das operações da Avianca. Sobre essa questão, a Anac desconversou e disse que segue padrões jurídicos.
"Temos conversado com outros órgãos, mas essa atitude é algo para gerar mobilização política. Nosso interesse é promover condições competitivas, mas nos preocupamos também com as questões regulatórias. E a própria regulação foi pensada para se fazer ajustes e há uma calibragem. Tudo ainda está sendo analisado", reforça Catanant.