Companhias aéreas priorizam jatos maiores
Modelos menores de jatos comerciais estão sendo esquecidos nas prateleiras

No mundo da aviação comercial o tamanho das aeronaves pode definir a sua viabilidade econômica. Ao longo dos anos, entre um jumbo e um bimotor, houve sempre uma brecha que sempre permitia o uso de diferentes modelos. Contudo, a situação tem mudado: os jatos menores, como os das famílias B737 e A320, por exemplo, têm passado mais tempo nas prateleiras que outros modelos.

Segundo informações do portal Airway, a Boeing tem visto o seu menor jato comercial encalhado. Da nova geração da família 737, que conta com 4,5 mil aeronaves vendidas, apenas 58 desse total são do Max 7.
O modelo conta com capacidade para 172 passageiros e tem 35,9 metros de comprimento. As únicas compradoras do modelo foram a Southwest, Westjet e a Canada Jetliners.
A situação é mais complicada com a Airbus. Apesar de parecer promissor a fabricante anunciar que as vendas do A319neo dobraram, em números, a realidade é mais árdua. Partindo de um comprador não revelado, foram encomendadas 26 unidades do modelo. Com as vendas anteriores, a menor aeronave da família acumula um total de 56 aeronaves. Em contrapartida, o A321neo soma mais de 1,9 mil unidades vendidas, enquanto o A320neo mais que dobra, passando da marca de quatro mil.

TENDÊNCIA ASCENDENTE
Ainda segundo o Airways, ao consultar executivos da área, a tendência veio para ficar. Quanto mais vantajoso forem os assentos-quilômetros oferecidos (ASK), e com isso uma maior capacidade de transporte de passageiros, a possibilidade de as companhias fecharem a compra aumentam.
Embora os jatos menores tenham um menor consumo de combustível, muitas vezes a capacidade de carga não compensa a economia. O A319neo, por exemplo, tem um custo ASK 20% superior ao do A320neo.
O futuro segue sendo incerto, visto que as tendências de consumo das companhias aéreas podem mudar ao longo do percurso. Entretanto,
*Fonte: Airways