Faturamento de viagens corporativas no 3T22 supera o pré-pandemia
Apenas em setembro, foram R$ 1,196 bilhões, contra R$ 996 milhões em igual mês de 2019

De janeiro a setembro, o faturamento está cada vez mais próximo de 2019. No período, neste ano, o faturamento chegou a R$ 8,138 bilhões, contra R$ 8,563 bilhões nos nove meses de 2019.


O volume de bilhetes emitidos ainda é inferior a 2019. No mês passado, a emissão de tíquetes para viagens internacionais ficou 26% abaixo do mesmo mês de 2019. No caso das viagens áreas nacionais, o faturamento foi 16% superior comparando os mesmos períodos, mas a emissão de bilhetes foi 27% inferior. Conforme a Abracorp, o aumento das passagens aéreas explica o bom desempenho no faturamento mesmo com redução na emissão de bilhetes.
Tanabe lembra, porém, que essa diferença no número de transações já era prevista no pós-pandemia. “Já era uma variação esperada, até em função das mudanças comportamentais das pessoas e das empresas. Mas vale salientar que a recuperação das viagens decorrentes de eventos corporativos está retomando com força. E isso está fazendo uma diferença muito positiva”, afirmou. Além disso, a oferta ainda não está 100% recuperada aos níveis de 2019. Principalmente no segmento internacional.
Outro destaque em agosto foi o volume no segmento rodoviário, que faturou aproximadamente R$ 2,3 milhões em setembro de 2022, 148% superior ao de setembro de 2019. “É uma marca histórica, claramente demonstrando que viagens corporativas, após a pandemia, está se remodelando”, diz Tanabe.
O segmento hoteleiro continua a mostrar força. Faturou R$ 295 milhões, 12,23% acima de setembro de 2019. Cruzeiros também cresceram. Faturaram R$ 437 mil contra R$ 243 mil em setembro de 2109.
Em relação aos empregos, o setor ainda tenta se recuperar. O segmento de viagens corporativas chegou a perder em torno de 50% dos empregos entre 2019 e 2021. Neste ano, já se verifica uma retomada dos empregos.
Um dos principais desafios no setor é como enfrentar os altos custos impostos pela tecnologia no setor. A disponibilidade de conteúdos torna-se cada vez mais complexa no cenário da inclusão digital, se por um lado oferece importantes benefícios como a agilidade e segurança nas transações, por outro, os custos nesse ecossistema são, cada vez mais, crescentes. "E o uso intensivo da tecnologia não implica em redução de mão de obra em serviços, como ocorre no setor industrial”, concluiu Tanabe.
