Como "tecnologias vestíveis" mudarão o ato de viajar
Os wearables, ou tecnologias vestíveis, são dispositivos que possam ser usados como roupa ou acessório e tem capacidade de processamento de dados. O mercado desse tipo de produto vem crescendo rapidamente, e claro, esses aparelhos refletirão no modo de viajar també
Os wearables, ou tecnologias vestíveis, são dispositivos que possam ser usados como roupa ou acessório e tem capacidade de processamento de dados. O mercado desse tipo de produto vem crescendo rapidamente e, de acordo com a Cisco Systems, em 2021 será três vezes maior do que hoje. E, claro, esses aparelhos refletirão no modo de viajar também.
Reprodução/Youtube
Dispositivos de saúde, por exemplo, permitirão às pessoas serem cada vez mais responsáveis por sua saúde e evitarem possíveis imprevistos durante viagens. O Quardio Core (foto) é um deles. O dispositivo é um monitor de eletrocardiograma portátil que informa aos usuários sobre mudanças nos impulsos elétricos do coração.
Outros exemplos são o Bloomlife e o Empatica. O primeiro é destinado a mulheres grávidas e permite a visualização gráfica de suas contrações, evitando falsos alarmes e surpresas. Já o segundo pode alertar os usuários epilépticos de uma próxima convulsão.
Também relacionados ao bem-estar, há os dispositivos dedicados a pessoas com problemas de mobilidade e deficiências motoras e sensoriais. Um deles é o colete Eyeronman, promissora ferramenta de navegação tátil com uma variedade de sensores instalados que pode permitir deficientes visuais transitarem por espaços desconhecidos com mais facilidade.
Tecnologias que evitarão quedas e protegerão pessoas de perder o equilíbrio também estão sendo desenvolvidas. No entanto, a invenção mais animadora talvez seja o exoesqueleto desenvolvido pela Hyundai. Com ele, usuários que são incapazes de caminhar terão a liberdade de ir a qualquer lugar que possa ser acessado a pé.
A comunicação será outro fator contemplado por esses dispositivos. Já existem fones de ouvido que realizam tradução simultânea, inclusive do Google, e permite pessoas que falam diferentes idiomas conversarem.
Atualmente, tanto turistas quanto funcionários do Turismo têm acesso limitados aos wearables. A maioria é feita para ser usada no pulso, ou então carregar em bolsas e mochilas. No entanto, as empresas estão trabalhando com essa limitação e, em breve, deveremos ter tecnologia tecida em nossas roupas, sapatos e malas.
Aplicadas ao ato de viajar, as tecnologias vestíveis existentes e as em desenvolvimento servirão para possibilitar que cada vez mais pessoas tenham a oportunidade conhecer novos lugares. A projeção é de que turistas não tenham mais como obstáculos problemas de saúde, mobilidade, comunicação e outros.