Agentes são "salvadores" durante crises, afirma Ponticelli
Para o country manager da Amadeus Brasil, Mario Ponticelli, os profissionais, que se adaptaram de várias maneiras para se adequar aos novos perfis e demandas dos viajantes, são verdadeiros “salvadores”.

Para o country manager da Amadeus Brasil, Mario Ponticelli, os profissionais, que se adaptaram de várias maneiras para se adequar aos novos perfis e demandas dos viajantes, são verdadeiros “salvadores”.
“Um gesto simples, mas que de fato se tornou notável durante a crise do vulcão Calbuco, no Chile, quando inúmeros voos foram cancelados e as companhias aéreas, agências de viagens online e outros sites de reserva foram todos inúteis, e o antigo e maltratado agente de viagens foi o único que ajudou os passageiros a fazerem a reserva”, apontou Ponticelli.
Ainda segundo ele, os agentes são como salvadores durante todos os tipos de crises que podem acometer os viajantes – o que, para ele, demonstra as razões para os profissionais estarem voltando a ganhar as atenções.
Confira abaixo o artigo na íntegra de Ponticelli.
De volta para o futuro...
Foi divertido, na aurora da internet, poder viajar por conta própria, comparando preços em agências de viagens online. Ficamos todos animados em abrir o Tripadvisor e obter opiniões infinitas sobre os lugares que desejamos ir. Porém, o tempo passou, e os dedos do consumidor já estão um pouco desgastados. Há uma certa dor de cabeça para os clientes, que está confuso sobre onde ir e onde ficar. A quem perguntar? Com o que se preocupar? É um mar de informação que causa mais afogamentos do que nados suaves.
Mas já sabemos quem é a balsa de salvamento para um número crescente de viajantes: um clássico e amigável agente de viagens, de carne e osso.
Sim, os agentes de viagens ainda estão por perto, apesar de suas fileiras terem sido significativamente reduzidas desde que os sites de reservas de viagens na Internet começaram a chupar negócios há quase 20 anos. No Brasil, há mais de milhares agentes de viagens trabalhando em tempo integral.
Eles foram capazes de sobreviver durante o ataque do "faz tu mesmo", adaptando-se de várias maneiras. Muitos acabaram treinados para se tornar especialistas em vários produtos de viagem: aventura, grupos, cruzeiros, luxo etc. Eles reduziram suas despesas gerais, deixando as antigas fachadas das ruas principais para escritórios onde realizavam a maioria das transações por telefone. E eles começaram a cobrar uma taxa por seus serviços.
Mantiveram-se atualizados sobre as notícias da indústria, sobre as preferências dos viajantes, saíram pelo mundo e pegaram seus telefones. Um gesto simples, mas que de fato se tornou notável durante a crise do vulcão Calbuco, no Chile, quando inúmeros voos foram cancelados e as companhias aéreas, agências de viagens online e outros sites de reserva foram todos inúteis, e o antigo e maltratado agente de viagens foi o único que ajudou os passageiros a fazerem a reserva.
Durante esse acontecimento, a confiança nos agentes de viagem subiu um ponto ou dois, especialmente com os relatos daqueles que responderam telefonemas às 2 horas da madrugada e encontraram um assento disponível para o seu cliente. Agentes de viagem são como salvadores durante crises de todos os tipos, e essa é a razão pela qual os viajantes começaram a lhes prestar atenção novamente.
Enfim, eu acho que podemos chamá-los de salvadores aqui também. Salvadores de um tsunami de informação.