16 milhões de mulheres já sofreram violência no trabalho
O mercado de trabalho, como tantos outros, é um desses ambientes onde a discrepância entre mulheres e homens é evidenciada e insistentemente reforçada

Na pesquisa, a maioria das entrevistadas afirmou conhecer alguma mulher que foi assediada por um superior (59% das ouvidas) ou que sofreu preconceito por ser mulher (52%). Nos mesmos dois itens, os valores seguem altos para as respostas de homens (53% para assédio e 40% para preconceito). Veja gráfico abaixo:

Para 60% das brasileiras, “mulheres deveriam ocupar ao menos metade dos cargos de chefia nas empresas”. Ao mesmo tempo que três em cada dez homens acreditam que “é justo mulheres assumirem menos cargos de chefia que homens, já que podem engravidar e sair de licença maternidade”.
Apesar dos dados alarmantes, um item mostra que a importância da figura feminina na composição da renda familiar é cada vez maior. Em 20 anos, de 1995 a 2015, o percentual de mulheres chefes de família dobrou, atualmente ultrapassando os 40%.
O estudo “Brasileiras – como elas estão mudando o rumo do País” foi realizado em novembro de 2016, por pesquisa quantitativa online, entrevistando um total de 1,8 mil pessoas (1 mil mulheres e cerca de 800 homens). A margem de erro do levantamento é de 2,6 p.p para o total da amostra.