Especialista cita tendências e desafios da hotelaria em 2018
Do crescimento das acomodações alternativas à aplicação da inteligência artificial, o diretor da Ideas Revenue Solutions prevê conflitos bons para o mercado no próximo ano
De início, Klaus Kohlmayr cita o movimento do Hilton na busca por retomar o consumidor em reservas diretas durante este ano. A campanha Stop Clicking Around (Pare de Clicar por Aí, em português) aponta que as menores tarifas estão nos canais de distribuição direta junto à rede, visando reconquistar consumidores que buscaram as OTAs como forma de buscar preços mais baratos. Essa "briga", porém, está apenas começando.

O Airbnb, por sua vez, cresce exponencialmente e incomoda as grandes redes hoteleiras. "Os ame ou odeie, eles estão aqui para ficar e prover serviços a uma comunidade de viajantes cada vez maior", afirmou o diretor.
O QUE ESPERAR PARA 2018?
Diante dos gigantes investimentos das OTAs em tecnologia fomenta, também, a hotelaria a seguir os mesmos passos. Essa concorrência se mostra positiva ao setor, que vê os conceitos de big data e nuvem sendo melhor aplicados a cada dia, garantindo facilidades e eficiência ao mercado turístico.
Uma melhor coleta de dados e o surgimento de melhores maneiras para utilizá-los faz com que o trade conquiste a personalização de serviços necessária para atender cada nicho. Do corporativo ao lazer, cada profissional conta com necessidades e gostos pessoais que podem ser atendidos conforme a aplicação de melhoras operacionais aos sistemas, sejam eles das OTAs ou diretamente com as marcas e redes.

Segundo o diretor, é preciso entender que a quantidade de dados não é o fundamental, mas sim a qualidade da informação adquirida. Isso, porém, de acordo com ele, ainda deve demorar a ser compreendido e ainda mais para começar a ser aplicado.