Renato Machado   |   21/06/2017 09:42

Trade europeu ataca taxação em GDS: prejudicial ao setor

A British Airways anunciou recentemente que, a partir de novembro, irá cobrar 8 libras adicionais em passagens compradas por plataformas GDS. O trade turístico europeu resolveu se posicionar contra a decisão, que “ameaça frear os resultados positivos de 25 anos de

British e Iberia, do Grupo IAG, anunciaram recentemente que, a partir de novembro, irão cobrar 8 libras esterlinas adicionais em passagens compradas por plataformas GDS (Brasil não se aplica). O trade turístico europeu resolveu se posicionar contra a decisão, que “ameaça frear os resultados positivos de 25 anos de liberação”. A British, aliás, segue os passos do concorrente alemão Grupo Lufthansa, que adotou postura semelhante há dois anos.

Em carta aberta endereçada à comissionária de transportes da União Europeia, Violeta Bulc, uma coalizão formada por membros da Associação Europeia de Agentes e Operadoras (ECTAA) e da Federação Europeia de Passageiros mostrou preocupação com a medida, que segundo eles é prejudicial ao Turismo.

“Como representantes de distribuidores independentes e de consumidores de companhias aéreas, nós escrevemos para expressar nossa preocupação com a crescente ameaça à transparência, competição e liberdade de escolha do consumidor no mercado aéreo.” O grupo pede apoio “na defesa dos valores de um mercado aéreo aberto e competitivo, possibilitado pela União Europeia na década de 1990”.

A carta também lembra a postura da Lufhtansa, de 2015. “Infelizmente essas práticas ainda não tiveram nenhum questionamento por parte da Comissão Europeia e, como esperado, isso tem encorajado outras grandes transportadoras a seguirem o exemplo da Lufthansa”, escreve.

“Quanto mais companhias aéreas aderem à pratica, mais difícil será para sustentar um canal de distribuição neutro e independente, onde consumidores possam comparar aéreas objetivamente.” Isso porque, segundo a coalizão tal prática força a compra diretamente nos sistemas de distribuição das próprias empresas aéreas. “As estratégias implementadas por estas grandes companhias aéreas fazem da competição uma questão de desenvolvimento de mecanismos de distribuição inteligentes e não-transparentes, ao invés de propor a competição por preço e serviço”, conclui.


*Fonte: Travel Mole

conteúdo original: http://bit.ly/2sTiMja

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