Primeira executiva trans do Brasil explica desafios no trade
Danielle Torres passou por anos até descobrir a pessoa que realmente era e narra processo dentro do mercado de trabalho em posição de diretoria

A primeira executiva trans do Brasil, Danielle Torres, é sócia-diretora na consultoria KPMG e explica detalhes do seu processo. “Não suportava mais o personagem masculino e não dava mais para fugir de quem eu era. Foi um grande dilema porque eu estava em posição de diretoria no mercado de seguros. Pensei que, se assumisse quem sou, eu não teria mais trabalho e precisaria fazer outra coisa. Tinha planos de mudar de país e trabalhar como maquiadora”, revela durante o Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia da Accor, em São Paulo.

Danielle explica que não se sente uma “celebridade” por ser pioneira enquanto trans no cenário corporativo, mas aceita a ideia de que pode ajudar outras pessoas a se inspirarem com a sua história.
“Sempre me perguntei muito o que significa ‘ele’ e o que significa ‘ela’. Enfrentamos questões de conflito com o corpo e com a sociedade, sendo julgados por tudo. Há uma visão de perfeição feminina inexistente e, quando somos pessoas trans, essa cobrança vem de maneira pesada. Eu achava que a única saída seria o esquecimento, mas é importante lembrar que essa é quem eu sou.”