Especializações e transformações levam Fitur à 39ª edição
Organizadores da Fitur, que terá sua 39ª edição em janeiro, mantêm sua aposta no Brasil.

Apresentando-se como a principal feira europeia para o mercado ibero-americano, a Fitur quer consolidar em 2019 os números recordes que registrou em janeiro deste ano, quando reuniu 10.190 empresas expositoras de 165 países e regiões, além de mais de 140 mil profissionais de Viagens e Turismo. “Trabalhamos agora para sustentar esses números, aumentando, principalmente, a qualidade, tanto no perfil de visitantes quanto na seleção dos conteúdos”, explica. Com foco especial nos destinos latino-americanos, a Fitur aposta no trabalho das delegações mantidas em países-chave da região, como o Brasil. “Não são apenas as razões culturais e linguísticas que nos aproximam. Há toda a questão empresarial, especialmente quando observamos os investimentos das empresas de Turismo”, acrescenta.
Para a diretora da Fitur – e também das feiras Almoneda, de antiguidades, e Feriarte, de artes, ambas realizadas pela Ifema –, há interesses claros tanto dos empresários quanto do poder público espanhol pelos mercados latino-americanos. “A Espanha ocupa lugar de destaque para os turistas da América Latina e não podemos esquecer a importância do hub que a Iberia representa em Madri para o mercado americano.”
39 edições
Com sua 39ª edição marcada para entre 23 e 27 de janeiro, a Fitur 2019 mantém o foco na especialização. Depois da introdução do salão Fitur Festivales, neste ano, que destacou a importância dos concertos e festivais de música para o Turismo, a feira apresenta o Fitur Cine (Fitur Screen). “É cada vez maior o interesse em visitar esses lugares de cinema, sejam ruas, cafés, restaurantes ou cenários que serviram de locação para filmes ou séries”, justifica a diretora da Fitur. “Embora esses salões paralelos à feira tenham área de exposição pequena, eles acrescentam muito em conteúdo, em debates e na promoção das novas motivações turísticas.”
Em relação à longevidade da feira, Ana Larrañaga defende cada uma das décadas da Fitur como períodos com diferentes objetivos. A primeira delas, nos anos de 1980, como a apresentação e consolidação do evento; em seguida, a internacionalização da feira; os anos 2000 foram marcados pela crise econômica e ajustes e, nesta década, a feira vive seus anos de especialização e transformação. “Acompanhamos a indústria turística, vivendo as transformações que ela enfrenta, tanto nos períodos de crise quanto nas mudanças com a introdução de ferramentas tecnológicas e das redes sociais.”
A PANROTAS é media partner da Fitur 2019