Encontrar novas fontes de recurso é missão imediata da Embratur
Para o presidente Marcelo Freixo, não existe cabimento ter uma agência de promoção sem orçamento próprio

"Tem de haver uma empresa de promoção turística que seja compatível com o retorno que o Turismo pode dar. Não tem cabimento ter uma empresa com tamanha responsabilidade e sem orçamento", pontuou o gestor, fazendo uma pequena recapitulação da situação da agência.
"Era uma autarquia. Deixou de ser e assim passou a ser uma empresa de serviço social autônomo em modelo de agência. Mas não foi criada uma fonte de recurso. Como então promover? Queremos divulgar nossos destinos para o mundo todo e para isso precisamos de recurso. Não é para a Embratur, é para o Estado brasileiro, para a sociedade brasileira", sustentou.
Freixo se mostrou resignado com o acordo estabelecido com as lideranças do Sesc e Senac e também com o veto presidencial, mas deixou claro que novas soluções precisam ser criadas. "Um dia vou sair da Embratur e esse governo vai deixar de ser governo. Por isso precisamos de uma política de Estado que, independentemente de quem esteja lá, possa ter investimento a fazer, gerando retorno para o Turismo", diz.
O presidente não deixou claro que caminho pretende percorrer para arranjar recursos, mas lembrou que existe uma possibilidade do Fundo da Aviação ser transformado em investimento para garantir mais voos para o Brasil, o que já seria uma colaboração importante.
ACORDO COM SESC E SENAC
Vale lembrar que esta semana, depois de um acordo entre as partes, o presidente Lula vetou aos artigos 11 e 12, que previam uso de 5% da contribuição destinada para o Sesc e o Senac para a Embratur.O CNC, que atuou nas conversas para solucionar o caso, informou que o acordo consiste em um convênio de R$ 400 milhões em quatro anos, para a promoção do Brasil no Exterior, beneficiando a Embratur.