Turismo deixou de faturar R$ 214 bilhões em 2021, revela CNC
Desde fevereiro de 2020, quando começou a pandemia, as perdas chegam a R$ 473,7 bilhões

Além disso, com a eliminação de mais de 476 mil vagas formais no primeiro ano de pandemia, o setor apresentou encolhimento de 13,7% na força de trabalho formal, a maior queda entre as demais áreas da economia, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Os números do Turismo constam como parte de um relatório que ainda mostra que o volume de receitas do setor de serviços cresceu 10,9% no último ano, na comparação com 2020. Após o tombo de 7,8%, ocorrido em 2020, a baixa base comparativa permitiu que essas atividades registrassem a maior taxa da série histórica da pesquisa iniciada em 2011.

Voltando ao segmento de viagens e considerando as previsões de baixo crescimento econômico para 2022, a CNC revisou de -0,5% para -0,8% sua projeção para o setor de serviços neste ano e estimou avanço menor, de 1,7%, para o setor de Turismo.
O economista da entidade responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, avalia, contudo, que não há expectativa de que as atividades terciárias apresentem taxas próximas às do ano passado. "As projeções levam em consideração, no caso do setor de serviços, o encarecimento do crédito e a resiliência inflacionária por um período mais prolongado. Já no caso do turismo, os agravantes são a conjuntura econômica menos favorável e o cancelamento de eventos relevantes no processo de geração de receitas", explica.