AGU recorre a favor das negociações entre Boeing e Embraer
Acordo entre as duas empresas enfrenta problemas para a sua concretização e a Advocacia-Geral da União recorreu contra a suspensão dos negócios

A AGU argumenta que a manutenção da liminar poderia gerar lesão à ordem público-administrativa e à economia pública. Também afirma que a suspensão das negociações agride o princípio constitucional da livre iniciativa, pois se trata de negociação entre duas empresas privadas. O pedido de suspensão da liminar foi feito junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). No entendimento da AGU, a suspensão das negociações viola o princípio da separação dos Poderes.
Em nota, a AGU disse que a decisão “afeta a capacidade da União de analisar a operação e decidir se exercerá ou não o poder de veto que tem em razão de ser detentora da 'ação de ouro' [golden share] da companhia brasileira –, opção que, lembra a Advocacia-Geral, é eminentemente político-administrativa, e não judicial.”