Mais de meio milhão de estrangeiros visitaram as Cataratas em 2022
Mais de 36% dos turistas que estiveram na atração ao longo do ano passado eram de outros países

A Argentina foi o principal emissor de turistas para a atração, chegando a quase 295 mil. Já o Paraguai ficou em segundo lugar, com cerca de 50 mil. Completando o pódio de principais emissores aparecem os Estados Unidos, com 30 mil visitantes.
A Europa também contribuiu com número expressivo de turistas visitando as Cataratas do Iguaçu em 2022. Foram mais de 16,5 mil franceses no parque durante o ano passado, além de mais de 13 mil espanhóis e quase 12 mil alemães.
Na comparação com outros anos, 2022 teve um desempenho positivo. O crescimento foi de 118% em relação a 2021, quando 655,3 mil pessoas visitaram a Unidade de Conservação. Já quando comparado a 2019, último ano antes da pandemia de covid-19, houve uma recuperação de 71% do movimento, já que naquele ano o parque registrou a entrada de mais de 2 milhões de visitantes.
Retomada do setor
Até novembro de 2022, o Brasil superou a marca de 3,1 milhões de turistas estrangeiros recebidos pela primeira vez desde 2019, ano anterior à pandemia. O dado captado pela Embratur, em conjunto com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal já supera os últimos dois anos somados: 2020 (2,1 milhões) e 2021 (745,8 mil). O levantamento considera visitantes do Exterior que passam pelo menos uma noite no Brasil, conforme metodologia recomendada pela Organização Mundial de Turismo (OMT).O gasto de turistas estrangeiros no Brasil entre janeiro e novembro de 2022 também corrobora com o cenário de retomada. A receita gerada no País pelos visitantes internacionais alcançou a marca de US$ 4,4 bilhões, ante US$ 2,5 bilhões e US$ 2,6 bilhões ao longo de 11 meses em 2021 e 2020, respectivamente. Os dados revelados pelo Banco Central mostram que o setor está bem próximo de recuperar o patamar registrado em 2019, quando o mesmo período computou US$ 5,4 bilhões.
Somente no mês de novembro, a receita gerada pelos viajantes estrangeiros no Brasil foi de US$ 443 milhões, contra US$ 456 milhões em novembro de 2019, o último ano antes da pandemia de covid-19.