População é favorável às concessões para a gestão de parques
Segundo estudo do Instituto Semeia, 53% dos brasileiros são favoráveis ao modelo de concessão dos parques.

Em relação aos parques naturais (aqueles que têm grandes áreas destinadas à conservação), 26% dos entrevistados dizem visitar esporadicamente. Para os que nunca visitaram, os principais entraves são custo de viagem (47%), custo de hospedagem (29%) e distância (18%). No caso dos parques urbanos, que funcionam como a extensão das casas, as barreiras de distância e hábito cultural se repetem. Além disso, outros fatores relacionados à gestão dos parques, como falta de segurança (17%), banheiros e instalações ruins (10%), constam como impeditivos para a visitação desses espaços.
O levantamento revela ainda que 53% dos entrevistados são favoráveis ao modelo de concessão/parcerias dos parques com empresas ou entidades privadas. Em geral, a proporção daqueles que acreditam na melhoria desses espaços com a implementação desse modelo de gestão prevalece tanto em parques naturais (58%) como em urbanos (66%). Nos naturais, a expectativa de melhoria se concentra em atividades de limpeza (73%), iluminação (71%) e segurança (71%), enquanto nos urbanos as pessoas esperam melhores condições de iluminação (78%), limpeza (77%), equipamentos de lazer (75%) e banheiros (75%).
“A visitação dos parques requer um olhar mais amplo que envolve aspectos relacionados a transporte, Turismo e, no caso dos parques naturais, até mesmo a políticas de desenvolvimento regional. Temos visto no Brasil um número crescente de programas de parcerias em parques. Entender os hábitos e os anseios da população são fundamentais para modelar bons projetos", avalia o diretor-presidente do Instituto Semeia, Fernando Pieroni.
Atualmente, existem 102 parques no Brasil sendo considerados para concessão, em projetos conduzidos por governos nos três níveis da federação - estudos e planejamento, licitação e assinatura de contratos. "As parcerias podem ser um importante catalisador para fomentar o desenvolvimento econômico, a conservação da biodiversidade e a geração de renda para o País", complementa Pieroni.