Karina Cedeño   |   24/03/2025 19:41
Atualizada em 25/03/2025 00:55

"A palavra 'temporada' é o pior limite. O Brasil merece maior presença de navios", diz Dario Rustico

Presidente executivo da armadora nas Américas reforça necessidade de diálogo com autoridades do setor


PANROTAS / Karina Cedeño
Dario Rustico, presidente executivo da Costa Cruzeiros nas Américas
Dario Rustico, presidente executivo da Costa Cruzeiros nas Américas

BALNEÁRIO CAMBORIÚ (SC) - Durante o evento de premiação Costa Americas Awards, que acontece a bordo do navio Costa Favolosa, os executivos da Costa Cruzeiros comentaram sobre os desafios que o setor ainda enfrenta, além de perspectivas futuras.

"O pior limite que temos é a palavra temporada, porque ela não nos permite algum tipo de investimento. Temos que trabalhar junto com as autoridades para criar as oportunidades de fazer diferente aqui", comenta o presidente executivo da Costa Cruzeiros para as Américas, Dario Rustico.

"O Brasil é um País que tem destinos e também a oportunidade para outras nacionalidades visitarem, não é só para o brasileiro e o argentino estarem aqui. Um navio de cruzeiro como esse (o Costa Favolosa), que sai do Rio de Janeiro, passa por Balneário Camboriú (SC), Montevidéu, Buenos Aires, deveria ter um apelo mundial porque esses são destinos mundiais", comenta Rustico.

"Na posição de novo presidente do Conselho da Clia Brasil, estou trabalhando junto à associação para entender um caminho estratégico de longo prazo para podermos construir algo realmente importante e não falar só de uma ou duas temporadas a mais. Temos que ter uma visão diferente. O Brasil merece muito mais em termos de presença de navios", destaca o executivo.

Custos ainda são um desafio

O gerente da Costa para a Argentina e a América Latina, Fernando Joselevich, destacou a questão dos custos operacionais como um grande desafio para as companhias operarem no País.

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Fernando Joselevich, gerente da Costa para a Argentina e América Latina
Fernando Joselevich, gerente da Costa para a Argentina e América Latina

"No Brasil não há problema de demanda, tudo o que fazemos o público vê, valoriza e compra. O grande desafio são os custos. Temos ativos móveis que hoje podem estar aqui e amanhã em outro lugar. E o desafio que temos como região é poder ser mais competitivos com o mundo" afirma Joselevich.

"No que se refere aos portos, se puder melhorar e estar alinhado com o que o mundo oferece, o Brasil tem um porencial enorme para crescer ainda mais".

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Luigi Stefanelli, VP Sales Worldwide da Costa
Luigi Stefanelli, VP Sales Worldwide da Costa

O VP Sales Worldwide da Costa, Luigi Stefanelli, complementa: "Por que não poderia ter navios aqui no Brasil o ano todo? Afinal, quando olhamos do ponto de vista comercial, a temporada 2024/2025 da Costa Cruzeiros tem sido um êxito total. Mas quando fazemos negócios, olhamos receita e custos, e fica muito claro que a parte de custos come toda a lucratividade ou boa parte dela".

"Precisimos de um pouco mais de visão das autoridades dispostas a fazer um palenejamento de longo prazo. Queremos fazer o cliente sair de sua casa, do seu porto, o ano todo. Mas antes é preciso fazer contas e ver onde elas se saem melhor", salienta Stefanelli.

O Portal PANROTAS viaja a convite da Costa Cruzeiros, com proteção GTA.

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