Flórida pede ao CDC para rescindir proibição de cruzeiros
Órgão impôs restrição de embarque em 14 de março de 2020 e indicou que medida vigoraria até 1º de novembro

O órgão impôs uma ordem de proibição de embarque em 14 de março de 2020 e indicou que a medida permaneceria em vigor até 1º de novembro deste ano. De acordo com comunicado do governo da Flórida, o governo federal forneceu orientação a todos os outros modos de transporte de passageiros e outras indústrias, no entanto, não emitiu orientações para a indústria de cruzeiros para auxiliar em sua recuperação.
Além da falta de orientação, o governo negligenciou o fornecimento de fundos de ajuda aos portos marítimos, enquanto os aeroportos e agências de trânsito receberam assistência por meio de pacotes de ajuda anteriores. No início deste mês, DeSantis recomendou que os portos marítimos da Flórida recebessem US$ 258,2 milhões da parte do estado do American Rescue Plan Act de 2021 para contabilizar as perdas acumuladas devido à proibição.
“A indústria de cruzeiros é essencial para a economia do nosso estado e mantê-la fechada até novembro seria devastador para as pessoas que dependem das armadoras para seu sustento e suas famílias. Exorto o CDC a rescindir imediatamente esta ordem de proibição de navegação sem base para permitir que os moradores da Flórida neste setor voltem ao trabalho”, disse o governador, que pode ir à Justiça caso o CDC não ceda. A Flórida e a indústria de cruzeiros não querem (nem podem) perder mais um verão, e as companhias apenas aguardam as orientações do governo, uma vez que já implementaram os protocolos de saúde e segurança.
Um relatório de setembro de 2020 da Comissão Marítima Federal estimou que durante os primeiros seis meses da pandemia, as perdas na Flórida devido ao fechamento da indústria de cruzeiros totalizaram US$ 3,2 bilhões em atividades econômicas, incluindo 49,5 mil empregos pagando US$ 2,3 bilhões em salários.