Filip Calixto
| 20/12/2022 08:16 | Atualizada em 20/12/2022 11:42
Accor lança plataforma de Compras com serviços para outros hotéis
A Astore passará a oferecer a expertise de compras da rede multinacional
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A Astore, antiga divisão de Compras Compartilhadas da empresa, já é presente na operação internacional da Accor há 15 anos
A Accor acaba de lançar no Brasil mais uma marca para interagir e vender novos serviços para o mercado. A novidade da vez é a Astore, antiga divisão de Compras Compartilhadas da empresa, que opera há 15 anos em mercados internacionais e agora passa a oferecer o serviço de intermediação para o setor em geral. Atualmente a estrutura possui 21 escritórios, em todo o mundo, e 270 especialistas disponíveis para acompanhar projetos e auxiliar no dia a dia, adaptando-se a diferentes padrões de hotéis.
À frente do projeto, o vice-presidente de Compras da Accor América do Sul, Pedro Cardoso, explica que a empresa está preparada para oferecer soluções práticas e facilidade operacional, em nível local e global. Também ajuda a negociar preços competitivos e condições comerciais que englobem análise de riscos, sustentabilidade, qualidade e inovação.
A partir do novo braço de atuação, a Accor oferece a hotéis, sejam eles independentes ou de outras redes, uma série de fornecedores dos mais diversos produtos e insumos. Itens que vão da construção civil a alimentos, passando por tecnologia, decoração e tudo o mais que seja necessário na operação hoteleira.
Para os meios de hospedagem que optarem pela parceria com a Astore, a grande vantagem, segundo argumenta Cardoso, é acessar a lista de fornecedores com os quais a Accor tem negociações válidas, de preços e condições ímpares.
Em entrevista exclusiva ao Portal PANROTAS, o vice-presidente de Compras da Accor elenca as seguintes vantagens da nova divisão da empresa:
Preço competitivo – por conta do volume e dos acordos;
Fornecedores com análise de risco concluída;
Empresas com produtos que tenham foco em sustentabilidade;
Prestadores de serviço com qualidade atestada;
Soluções inovadoras e
Time de compras especializado.
"Podemos ajudar os hotéis na criação de experiências únicas e adaptadas a todo tipo de orçamento, seja de projetos mais econômicos ou de luxo. Além disso, também temos disponíveis contratos mais específicos, que cobrem projetos personalizados na categoria de FF&E (Furniture, Fixtures & Equipments), como construções e reformas", diz o executivo.
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Desde 2021 na companhia francesa, o vice-presidente de Compras da Accor América do Sul, Pedro Cardoso, tem na Astore sua principal missão
COBERTURA 100%
Durante todo o processo de abertura de um hotel, desde a construção até o funcionamento pleno, a Astore fornece a cobertura de 100% das necessidades hoteleiras. A empresa ajuda no diagnóstico e criação de estratégia, seguindo com a implementação da operação e relação com cada área em diferentes setores, incluindo Alimentos e Bebidas, lavanderia, serviços de todos os tipos, inclusive financeiros e que envolvam mão de obra, móveis, compra de energia, utilidades (água e gás), equipamentos e manutenção. Também com serviços de TI (hardware e software), produtos químicos, alternativas sustentáveis, entre outros.
A Astore também visa expandir esse ecossistema para além da hotelaria, seguindo a fórmula de sucesso já implementada na Europa. "Nosso objetivo é agregar clientes de outros setores, que podem se beneficiar de uma área de compras especializada para sua cadeia de suprimentos, como hospitais, empresas de eventos, escritórios e restaurantes. Vamos consolidar o modelo de negócios no Brasil nos próximos três anos e, a partir de 2026, em outros países da América do Sul, desenvolvendo um marketplace digital", afirma Cardoso.
RELAÇÃO COM FORNECEDORES
O dirigente da Accor ainda destaca a boa relação que a empresa mantém com os fornecedores e como essas empresas já estão por dentro do potencial do novo departamento.
"Temos uma relação muito transparente com os fornecedores e todos eles já têm anuência do projeto e como faremos o trabalho da nova marca", reforça.
Cardoso conclui lembrando que a operação brasileira vai usar toda a expertise que a empresa já tem nesse departamento em suas estruturas internacionais. O desafio da implementação no Brasil, segundo ele, está apenas relacionado a questões fiscais, de diferenças de impostos na alíquota dos Estados.