Resorts brasileiros igualam ocupação de 2019 no 3T21
Os números são do recém-lançado Radar Resorts Brasil

O estudo informa também que, no acumulado entre janeiro e setembro, 2021 tem queda de 20% na comparação com 2019. O resultado geral dos nove meses deste ano foi de 43% frente a 54% do verificado há dois anos. Ressalvando que, em 2020, ano mais impactado pela covid-19, a média de ocupação foi de 35%.

Nesses quesitos, os resultados podem ser considerados otimistas. Considerando mais uma vez o acumulado de janeiro a setembro, o TrevPAR caiu 5% na comparação 2019/2021, de R$ 641 para R$ 608.
Já o TarvPOR (que é similar à diária média, mas considera receita total e nua apenas a receita de hospedagem) a oscilação foi para cima, com alta de 18% na comparação dos dois anos. Subindo de R$ 1196 em 2019 para R$ 1408 em 2021.
RESORTS DE PRAIA SE DESTACAM
O estudo também especifica esses números separando a performance por tipo de resort. Com esse recorte em mente, o levantamento mostra que os resorts de praia acompanharam o comportamento da análise geral.
As propriedades que ficam no litoral cresceram 5% na ocupação do terceiro trimestre e caíram 13% no acumulado de janeiro a setembro. Já o TrevPAR subiu 8% em nove meses e o TrevPOR subiu mais ainda, na casa dos 24% de janeiro a setembro.
Já os resorts em destinos do interior brasileiro ficaram com desempenhos mais modestos. Na ocupação eles caíram, no acumulado dos nove primeiros meses do ano, de 44% em 2019 para 30% em 2021. Esses estabelecimentos, com o mesmo recorte temporal, tiveram baixa de 14% no TravPAR e crescimento de 26% no TravPOR.
Membro do Comitê de Inteligência de Mercado da Resorts Brasil e gerente de Estratégia & Inovação na Aviva - que tem dois empreendimentos na associação -, Edman Aquino Júnior, argumenta que os índices apontados pelo estudo trazem boas perspectivas para o segmento. “A retomada da ocupação nesse 3° trimestre traz de volta a expectativa de um final de ano incrível. Após a segunda onda, a demanda voltou mais forte e disposta a investir mais na experiência completa de viagem, refletindo no TrevPAR e TrevPOR dos resorts. Além disso, com as fronteiras ainda fechadas em diversos países e com dólar e Euro em alta, os resorts tendem a continuar captando a demanda que teria potencial de ir para fora do Brasil”, aponta.
“Agora, cabe a nós encantar e reter esses clientes por aqui no futuro também”, acrescenta Aquino Junior.