Beatrice Teizen
| 30/07/2021 13:17 | Atualizada em 30/07/2021 15:16
AstraZeneca é a vacina mais aceita em viagens internacionais
Com a vontade de viajar cada vez maior, é preciso estar atento a quais imunizantes são aceitos ou não
Nos últimos meses, as viagens internacionais começaram a se recuperar. Com 3,7 bilhões de doses de vacina administradas em todo o mundo, muitas pessoas estão ansiosas para fazer as malas para uma viagem ao Exterior. No entanto, é preciso estar atento a quais imunizantes são aceitos ou não nos diferentes países.
AstraZeneca é a vacina mais aceita para viagens internacionais; veja as outras
Segundo oThe Economist, a vacina da AstraZeneca é a mais aceita mundialmente, com cerca de 119 países reconhecendo-a para viagens internacionais. Em seguida vem a da Pfizer-Biontech, aceita por aproximadamente 90 destinos. A Sputnik V vem em terceiro lugar, sendo permitida por um pouco mais de 60 países.
A dose da Sinopharm vem depois (entre 30 e 60 países), seguida pela Moderna (também entre 30 e 60), Johnson & Johnson (Janssen), aceita por pelo menos 45 governos, Covishield (um pouco mais de 30 - é a versão da AstraZeneca produzida pela Fiocruz no Brasil), Sinovac (parceira da Coronavac) por cerca de 30 países, e, por último, a Covaxin e a CanSinoBio, com ambas sendo reconhecidas por menos de 30 locais.
Este mês, a União Europeia, por exemplo, disse que não iria admitir viajantes vacinados com a Covishield (embora seja idêntica à da AstraZeneca que é usada na UE), pois ela não foi aprovada pelo regulador de medicamentos. Já o governo da Índia, onde a vacina é fabricada, ameaçou retaliar. A política também pode afetar destinatários Covishield em outras partes do mundo: 5 milhões de doses foram entregues na Grã-Bretanha.
A vacina AstraZeneca é a mais amplamente aceita e também a mais usada e aprovada pela Organização Mundial de Saúde (junto com a Pfizer-BioNTech, Moderna, Johnson & Johnson e duas vacinas chinesas). Em contraste, a CanSinoBio, da China é reconhecida por poucos governos.
No próximo ano, é provável que várias vacinas tenham dificuldades para obter reconhecimento internacional. Por razões políticas, alguns países acenaram com vacinas caseiras, ou produzidas, por meio de reguladores. Outros podem não ter autoridades regulatórias rigorosas o suficiente para inspirar confiança nos medicamentos. Viajar ainda será um desafio, com uma série de burocracias nas fronteiras relacionadas a qual dose cada passageiro tomou.
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