Empregos na Europa estão em risco com baixa receita das aéreas
A análise mostra que a perda potencial de receita das aéreas europeias em 2020 aumentou para US$ 89 bi.

No geral, a Iata estima que o atual colapso de 90% no tráfego aéreo coloca em risco cerca de 6,7 milhões de empregos e poderia levar a um impacto negativo no PIB de US$ 452 bilhões em toda a Europa. Isso equivale a 1,1 milhão de empregos adicionais e US$ 74 bilhões em PIB sobre as estimativas de março. O aumento do risco para empregos e PIB é devido a um impacto maior do que o anteriormente esperado das restrições de viagens aéreas introduzidas como resultado da pandemia do COVID-19.
"Todo emprego criado no setor de aviação suporta outros 24 empregos na economia em geral. Infelizmente, isso significa que, quando os empregos na aviação desaparecem, o impacto é ampliado em toda a economia. Nossa última avaliação de impacto mostra que o número de empregos em risco aumentou para 6,7 ??milhões em toda a Europa. Como as companhias aéreas enfrentam uma crise de liquidez sem precedentes, precisamos desesperadamente de apoio financeiro e regulatório do governo europeu", afirmou o vice-presidente regional da Iata para a Europa, Rafael Schvartzman.
A nova análise da Iata é baseada em um cenário de severas restrições de viagem com duração de três meses, com um gradual aumento das restrições nos mercados domésticos, seguido de viagens regionais e intercontinentais. Entre os países europeus, o Reino Unido é quem sofrerá mais, com 140 milhões de passageiros a menos, resultando em uma perda de receita de US$ 26,1 bilhões, arriscando quase 661200 empregos e cerca de US$ 50,3 bilhões em contribuição para a economia nacional.
Confira abaixo a perda de passeiros, perda de receita, possível impacto nos empregos e a perda de contribuição para a economia nacional de outros países europeus.

"O mundo dependerá de companhias aéreas e conectividade aérea para restaurar a economia global. Um reinício bem-sucedido da indústria será crucial. Para ajudar nisso, a Iata está realizando uma série de cúpulas regionais para reunir governos e principais partes interessadas, para maximizar as chances de um reinício ordenado. A harmonização e coordenação das medidas serão vitais. E como sempre, seremos liderados pela ciência em termos do que pode ser implementado efetivamente", concluiu Schvartzman.