Operações aéreas entre Brasil e EUA caminham para avanço
Além da retomada econômica, outras medidas tem favorecido.

De acordo com um levantamento feito OAG, empresa britânica de análise de dados de voos, ao todo foram 1.001 voos operados entre os dois países apenas em fevereiro — número 26% maior que o registrado no mesmo período em 2017. O salto vem como uma boa notícia para o Turismo brasileiro, visto que os Estados Unidos seguem como o segundo maior mercado de origem dos turistas internacionais, atrás somente da Argentina.
Apesar disso, segundo a Embratur, somente no ano passado foram 475 mil chegadas de norte-americanos no País. O número ainda é inferior ao obtido em 2015, quando foram contabilizados 576 mil. O total de frequência de voos entre os Estados Unidos e o Brasil em fevereiro, apesar do aumento acentuado em relação ao ano anterior, ainda caiu mais de 10% em relação ao pico anterior à recessão brasileira, em 2015.
E-VISA

“Durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, ainda tínhamos um antigo sistema de vistos e não mantínhamos uma política de céus abertos e nem a permissão de investimento estrangeiro em companhias aéreas”, pontuou o ministro.
CÉUS ABERTOS
Para o analista da OAG, John Grant, a política de céus abertos terá poucos impactos imediatos. O analista pontua que os principais desenvolvimentos recentes do mercado de aviação brasileiro advêm de apenas duas companhias: Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas.
“A primeira, no ano passado, lançou no ano passado voos do Rio de Janeiro a Nova York e Miami. Enquanto isso, a Azul duplicou a capacidade no mercado dos Estados Unidos com a adição de rotas e frequências a Fort Lauderdale e Orlando”, explica Grant.
Contudo, o acordo poderá ter um impacto substancial a longo prazo. Além de aumentar os limites de capacidade e facilitar os impostos e taxas, a joint venture entre American Airlines e Latam poderá avançar. As operadoras solicitaram imunidade antitruste para comercializar, agendar e operar vosso entre os Estados Unidos, Canadá e outros seus países da América do Sul: Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai.
Sobre o assunto, Lummertz pontua que as mudanças nas restrições à posse das companhias brasileiras, por sua vez, poderiam abrir caminho para o lançamento de low costs, semelhante à Jet Smart, lançada no Chile no ano passado.
*Fonte: Travel Weekly