Abear e Anac debatem mudanças para atrair aéreas estrangeiras
Entidades participaram de webinar para discutir simplificação de regras para atrair novas companhias

“A Anac tem feito um belíssimo trabalho de simplificação regulatória, atentando para o compliance e ouvindo a indústria. Isso significa que estamos caminhando para um alinhamento internacional, que a gente defende há muito tempo, mas sem gerar qualquer insegurança na regulação. Essa simplificação vai perdurar por décadas. Para a indústria é um conforto, pois quanto mais segurança jurídica e regulatória tivermos melhor é para toda a cadeia do transporte aéreo”, disse Amparo, destacando que estes novos mecanismos podem contribuir para uma retomada sólida da demanda e oferta internacional, ainda em recuperação no pós-pandemia.
Participaram também do webinar o diretor-geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) no Brasil, Dany Oliveira, o diretor-executivo e CEO da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), Ricardo Botelho, e o presidente da Junta dos Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil (Jurcaib), Robson Bertolossi. A Anac foi representada, entre outros, pelos diretores Ricardo Catanant e Tiago Pereira, e pelo superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos, Rafael Botelho.
MUDANÇAS
A Anac aprovou, em setembro do ano passado, novas regras para exploração do serviço de transporte aéreo internacional por empresas estrangeiras. As alterações, registradas na Resolução ANAC nº 692 e no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 129, buscam reduzir a burocracia relacionada à apresentação de documentação para a prestação de transporte aéreo regular e não regular internacional. Agora, as empresas estrangeiras estão isentas da autorização prévia de funcionamento, podendo efetuar o registro diretamente na Junta Comercial e tratar da autorização de operação junto à Anac. A isenção estipulada pela agência faz com que o prazo de autorização de operação seja reduzido de 270 para 30 dias, dando mais agilidade para que empresas estrangeiras possam começar a realizar voos no País.Foram estipulados também critérios simplificados para o compartilhamento de códigos entre empresas brasileiras e estrangeiras. Com isso, companhias que desejam fazer codeshare precisam apenas registrar esta informação junto à Anac, respeitando regras internacionais vigentes.
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