Danilo Teixeira Alves   |   13/05/2020 15:02

Boeing pagará R$ 2,4 bi a Gol por paralisação do 737 Max

O montante faz parte do acordo de compensação pela paralisação dos Boeing 737 Max

A Gol revelou hoje, por meio de uma atualização aos investidores, que recebeu da Boeing um valor de R$ 0,5 bilhão, pago em dinheiro no mês passado. O montante faz parte do acordo de compensação pela paralisação dos Boeing 737 Max e da reestruturação de sua carteira de pedidos. Ainda segundo a companhia, a norte-americana pagará mais R$ 1,9 bilhão nos próximos anos, o que totaliza R$ 2,4 bilhões.

Em relação ao consumo de caixa, a Gol revelou um consumo líquido de R$ 6 milhões/dia em abril, o que inclui receitas de aproximadamente R$5 milhões/dia. Com a implementação da MP 925, a maioria dos passageiros está realizando remarcações e mantendo o crédito das passagens ao invés de solicitar reembolsos, limitando as saídas de caixa relacionadas à receita líquida. Os custos com salários foram ainda mais reduzidos com os cortes na remuneração dos executivos, redução no número de horas e maior número de licenças não remuneradas.


Emerson Souza
Paulo Kakinoff, presidente da Gol, durante a cerimônia de entrega do 1º 737 Max da companhia, em 2018
Paulo Kakinoff, presidente da Gol, durante a cerimônia de entrega do 1º 737 Max da companhia, em 2018
“Para o restante de 2020 (maio-dezembro), considerando as receitas do cenário acima mencionado, sem reembolsos de TAE, renegociações em andamento com colaboradores, arrendadores e fornecedores que estão em curso, e com o pagamento integral de despesas financeiras, a Companhia prevê um consumo líquido de caixa da ordem de R$5 milhões/dia, um valor que é atualmente melhor do que a estimativa de 30 dias atrás. Incluindo o pagamento integral de dívidas não relacionadas a aeronaves, a companhia estima um consumo líquido de caixa de R$11 milhões/dia, o que propicia à Gol mais de dez meses de reservas de caixa”, explica companhia.

"NOS TORNAMOS AINDA MAIS FORTES"

A empresa se diz preparada para uma recuperação mais lenta e com baixa previsibilidade. “A administração prosseguirá avaliando o novo nível de demanda e, potencialmente, poderá recorrer à readequação adicional de sua estrutura de custos para o novo patamar de oferta. Essa expectativa pode mudar com um aumento nas vendas de mais de 20% semana a semana.”

“Nossa companhia está extremamente preparada, não apenas para enfrentar e superar os obstáculos mais difíceis, como também para aprender com eles. Nós nos tornamos mais fortes, ágeis e unidos. E eu tenho total certeza de que a Gol aprenderá com essa crise, forjando-nos em uma empresa aérea ainda mais capaz de desempenhar seu papel essencial para a sociedade”, concluiu o diretor-presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

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