Juiz dá mais prazo para aviões da Avianca Brasil
Segundo publicado oficialmente, uma nova revisão será feita em 30 dias a partir da segunda decisão (18/01)

Caso não haja concordância por parte dos arrendadores acerca das propostas a serem apresentadas, as partes retornarão ao juízo, que decidirá pela prorrogação ou não da suspensão das ações, bem como sobre a retomada das aeronaves e/ou motores.
Segundo Tony Rivera, sócio e especialista em Recuperação Judicial do Vinhas e Redenschi Advogados, essa decisão pode ser mudada a qualquer momento, mas que isso é muito difícil de acontecer. "Pelo teor da decisão, ele tá reiterando o que ele decidiu anteriormente. Ele diz que o pedido de reintegração contraria o que foi acordado no dia 18, quando foi decidido, em reunião, que isso seria reanalisado após a partes apresentarem fatos novos ao processo e em um prazo de 30 dias", explicou.
Procurada, a assessoria de imprensa da Avianca Brasil prometeu que se manifestará em breve.
ENTENDA O CASO
Corre na justiça uma ação contra a Avianca Brasil pelo não pagamento de parcelas de arrendamentos de aeronaves. Empresas levaram o caso aos tribunais. Uma saída encontrada pela aérea foi entrar com pedido de recuperação judicial em 11 de dezembro. Na época, a companhia aérea alegou que a devolução das aeronaves, principal motivo pela RJ, poderia levar ao cancelamento de voos e afetar quase 80 mil passageiros.No dia 16 de janeiro, o vice-presidente da Avianca Brasil, Alberto Weisser, em entrevista ao Portal PANROTAS anunciou a saída da companhia do mercado internacional. A partir de 31 de março, a aérea deixa de voar para Miami, Nova York e Santiago. Com isso, a Avianca Brasil volta a ser uma empresa 100% dedicada ao doméstico.
Na mesma época, a Anac revelou publicamente a execução da retirada de dez aeronaves A320, operadas pela Avianca Brasil, do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O processo, segundo a agência, cumpria o previsto na Convenção da Cidade do Cabo, promulgada pelo Decreto nº 8.008/2013, que prevê a ágil retirada de aeronave pelo proprietário em casos de inadimplência. No entanto, em 24h após esse anúncio, a decisão da Anac foi suspensa pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. A medida mantinha os aviões na frota até hoje, quando a aérea precisava da aprovação dos credores para seguir a diante.
TRADE

"Nenhum passageiro deixou de embarcar e estamos cumprindo rigorosamente os voos. Mantemos o contato direto e diário com o trade. Estamos conduzindo o processo com muita transparência", garantiu Alberto Weisser ao Portal PANROTAS.
Atualizado às 16h39