CEO da Air France-KLM pede demissão; acompanhe o caso
Sem diálogo para negociar as greves, Jean-Marc Janaillac afirma que situação só favorece a concorrência

Na última tentativa de renegociação, a maioria dos funcionários negou reajuste salarial de 7% distribuído em quatro anos. As greves já custaram algo em torno de US$ 360 milhões para a Air France, e a renúncia de Janaillac resultou em queda de 13% das ações da aérea na Bolsa de Valores. Nova greve é prevista para hoje (7) e amanhã (8).
"Essa bagunça toda só vai colocar um sorriso na cara dos nossos competidores", afirmou Janaillac, na sexta. "Espero que minha saída provoque uma conscientização maior do coletivo."
"COMPANHIA PODE DESAPARECER"
Ainda no final de semana, pouco depois do anúncio, o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, afirmou que a aérea pode "desaparecer" se as greves continuarem. Embora o Estado francês detenha apenas 14,3% do grupo, ele acredita que o déficit da empresa não será recuperado se as paralisações persistirem.
"Pela responsabilidade de todos envolvidos, seja tripulação pessoal de terra ou pilotos que pedem aumentos injustificados, apelo que a sobrevivência da Air France está em risco."